28 de Setembro, 2005

Mudança

Aconteceu uma coisa inédita: os 250 mega de bandwidth foram ultrapassados. Claro que foi um bom sinal em 2 semanas e meia terem-se ultrapassado os 250 mega mensais mas apesar de muito honroso, entendi que o melhor seria assegurar que tal não voltaria a acontecer. Mudei então de servidor, estou no banal blogspot. Espero lá por todos. Beijo, Silvia

http://silviavermelho.blogspot.com

Escrito por Silvia em 15:22:30 | Link permanente | Comments (0) |

21 de Setembro, 2005

Mais fragmentos (nunca passam disto)

1) Depois da euforia inicial da confirmação da entrada em primeira opção seguiu-se a preocupação com os amigos e em alguns casos não havia tanta euforia assim. Em alguns casos, correu menos bem. Mas nem por isso, deixamos todos de ter motivos para nos sentirmos orgulhosos do percurso que nos conduziu até este ponto. Para todos vocês, as maiores felicidades e muita força no que vem a seguir. :) Ai Joanita, intercâmbio entre Lisboa e Coimbra :p

2) Estive no fim-de-semana em Arcos de Valdevez - soube dos resultados das candidaturas no meio dos montes :) - no âmbito do programa "De Mulher para Mulher" (link do lado esquerdo!).

3) Fui ontem matricular-me. Fui logo pintada :p Gostei do ambiente, gostei do pessoal, gostei da faculdade... acho que sim, que vai correr tudo bem.

4) Dia 2 parto para a Polónia. O trabalho aperta, o tempo para isto e outros é pouco. A escrita rareia e os pensamentos são constantemente adiados para uma disponibilidade que escasseia.

5) Fátima Felgueiras partiu tudo =)

Escrito por Silvia em 20:57:12 | Link permanente | Comments (15) |

19 de Setembro, 2005

Escrito por Silvia em 11:17:38 | Link permanente | Comments (14) |

15 de Setembro, 2005

Fragmentos destes dias

Estranho o modo como de repente não tinha nada que fazer e de repente fiquei atolada de coisas por ler e analisar. A 3ª sessão regional do PEJ (link do lado esquerdo) na Polónia e os seus temas fizeram-me mergulhar na Bielo-Rússia, Lituânia e outros assuntos como Gaza ou estabilidade no Iraque. Finalmente há coisas para tratar, há prazos – preciso disso como uma espécie de linha orientadora, estou melhor quando tenho coisas a fazer e o tempo preenchido. Por isso não tenho tido tanta paciência para longas dissertações, reflexões, crónicas, contos ou críticas, tenho-me dedicado a isso e a outras duas ou três coisas com as quais também assumo compromissos. Trabalhar faz bem :p

 

Não tenho, contudo, ficado indiferente aos panoramas políticos autárquico e nacional, acompanhando-os com a mesma atenção.

 

Ao mesmo tempo que isto, os resultados das candidaturas estão aí à porta. 19 de Setembro, o dia D. Estou confiante que entro, mas há sempre algumas reticências. Já verifiquei o código do par estabelecimento-curso n vezes – está sempre correcto cada vez que o vejo mas vou sempre confirmar de novo. As médias também não hão-de subir três valores. Julgo. Há aquele inevitável nervoso miudinho que me lembra do dia dezanove, apenas isso. É saudável.

 

A mudança terá que ser feita, e algumas coisas já começam a ser empacotadas. Não é apenas a caçarola do arroz e cadernos que vão atrás, livros, tralhas e tralhinhas, coisas pequeninas que aparecem não sei de onde e que têm que ser transportadas também até Lisboa. Há uma certa nostalgia, como se sentisse que o meu lugar aqui em casa se devesse justamente à presença das minhas coisas. Ao tirá-las das prateleiras e dos armários sinto-me quase a ser “despejada”. A entrevista do David Fonseca numa revista de há seis anos deveria continuar debaixo do tampo de vidro da secretária, os bilhetes de cinema desde há quatro, cinco anos, deviam estar a marcar presença, a minha presença e tive de os tirar. Os livros na prateleira, papelada com metro de altura identificava-me nesta casa e agora vai tudo para lá. Que fica cá que diga que vivi cá estes anos todos? Roupa, fotografias? Os meus risos, lágrimas, pensamentos, discussões, vivências – tudo está nas minhas coisas como se lhes passasse a minha presença. Mas saio eu, saem as minhas coisas. Saem as minhas coisas, saio eu de casa.

 

Datas importantes nos próximos tempos? 19 de Setembro e 9 de Outubro.

Escrito por Silvia em 14:31:36 | Link permanente | Comments (5) |

pá, tenho saudades tuas*

Escrito por Silvia em 14:30:44 | Link permanente | Comments (7) |

13 de Setembro, 2005

Dizer sem gaguejar

Três bruxas olham para três relógios swatch. Qual bruxa olha para qual relógio swatch?

E agora em inglês:

Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch?


Agora para especialistas:

Três bruxas suecas e transsexuais olham para os botões de três relógios swatch suiços. Qual bruxa sueca transsexual olha para qual botão de qual relogio swatch suiço?

E em inglês:

Three Swedisch switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedisch switched witch watch which Swiss Swatch watch switch?


Escrito por Silvia em 11:36:58 | Link permanente | Comments (3) |

12 de Setembro, 2005

Olhares Fragmentados, meus

Eu e a aniversariante, ontem à noite.

Eu e a Marina e um gato vadio, ontem à noite. Até que pareço gordinha nesta foto =)

Escrito por Silvia em 12:40:10 | Link permanente | Comments (3) |

11 de Setembro, 2005

Duas notas de 11 de Setembro

1) Faz hoje quatro anos que os aviões se despenharam contra as Torres Gémeas. Julgo que passado quatro anos - muito insensivelmente - o facto continua a impressionar mais pela índole do que pelo resultado. A comunidade internacional sentiu fortemente os inúmeros mortos cidadãos norte-americanos mas essa mesma comunidade internacional tende a ironizar a situação catastrófica em Nova Orleães pelo furacão Katrina. Os mortos e a catástrofe teriam tocado mais se fosse em África do que no país do poder, USA. Tal não aconteceu com o 11 de Setembro porque foi algo diferente.

2) A Joana faz anos hoje. Parabéns, minha linda. Um grande beijo e felicidades*

Escrito por Silvia em 14:13:25 | Link permanente | Comments (1) |

03 de Setembro, 2005

Setembro

Setembro finalmente. O 31 de Dezembro não tem significado absolutamente nenhum. O ano vira aqui, Setembro é o palco de novas promessas e de novos presságios, desejos e ambições. Do dia 31 de Dezembro nada muda para o dia 1 de Janeiro, Setembro é todo ele mês de dias de mudança. Talvez seja de vir o Outono, o fim anunciado da euforia de Julho e Agosto, das matrículas amarelas, do sossego em falta, dos gelados, noites prolongadas por pessoas do dia. Chega neste mês o tempo das cores suaves, calmas, plácidas mas metódicas e rítmicas. Setembro, Outubro e Novembro, os meses em que ando bem. Depois há Abril, claro, mas isso é mais para a frente. Outono.

Eu. Janela do meu quarto.

Escrito por Silvia em 11:09:41 | Link permanente | Comments (7) |

31 de Agosto, 2005

Alentejo & Beira

“O Alentejo que conheço desde pequena, aliás, o Alto Alentejo (Baixo, só de passeio), incorpora um desespero muito à Espanca (ou não fosse ela calipolense, mas atribuo - lho mais tragicidade e menos lirismo, tornando - o mais sólido e menos difuso, menos pálido e mais presente no panorama nacional, possuindo características entroncadas de sonho inacabado à semelhança da planície que ele traja, sonho inacabado esse porque a planície tece-lo - o deserto invoca a miragem, a planície o sonho. É um engano, uma máscara de terror, ver toda a liberdade aos nossos pés, não há limite no nosso horizonte mas não haver nada, nada com que nos sintamos satisfeitos. Sempre mais. O Alentejo pede mais e nunca oferece esse mais, é terra demoníaca.

 

A Beira trava, a Beira limita, a Beira auspicia o fim, até o corvo faz mais sentido aqui que em qualquer outro sítio do país. Esta gente granítica, lapidada e polida ano após ano continuando rústicas, com as arestas pintadas ano após ano de branco, continuando sujas, vê os seus sonhos confinados à terrível tarefa rotineira de levar a sua vida a bom porto (alegoria descontextualizada, aqui não há mar e ainda bem que não há). A montanha, cuja subida é por si extremamente penosa, representa um obstáculo que parece enviado dos céus. Aqui vives revoltado por não te darem a hipótese de sonhar – o trigo é destruído antes de lhe ser dada a hipótese de crescer. As rugas da Beira são rugas talhadas de resignação, trabalho e força. A montanha é o limite. A Beira é o aborto do sonho.

 

A Beira e o Alentejo são as únicas terras cujas gentes vivem à roda de sonhos. A Beira esquece – os e fortalece – se. O Alentejo alimenta – os e fragiliza – se.”

 

O texto é meu. Está entre aspas porque foi criado durante uma conversa. Pensado em passeio por Seia e Gouveia.

Escrito por Silvia em 21:01:29 | Link permanente | Comments (6) |
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