16 de Setembro, 2005

Aconselho...

... a quem ainda não viu a ler o post de 8 de Setembro no blog da Gotika (http://gotikka.blogspot.com) e a ler os comentários. A sugestão do Goldmundo, vou postar o meu último comentário aqui:

Empreendedorismo temos nós tido de menos, muito de menos. O tipo que estaciona o carro em cima do passeio é um imbecil porque arranja a solução mais fácil para a falta de estacionamento. (O imbecil que cospe na rua nem é assim tão imbecil porque é biodegradavel - é mais imbecil o que deita o lixo para o chão.) O tipo que “desenrasca” e se “desenrasca” é, mais facilmente que qualquer um dos atrás mencionados, um empreendedor. Penso que o diagnóstico está feito e não precisa de o ser feito oficialmente. Os problemas multiplicam-se ao virar da esquina mas todos têm a origem comum do facilitismo, preguiça e sebastianismo latente – às vezes patente - na nossa democracia. São estes três factores que continuam a ser invocados, exaltados e cultivados na nossa sociedade – estando bem patentes no nosso ensino, na nossa saúde, até mesmo num jogo de futebol. De tão enraizado, difícil é sair, certo. Mas dizer que Portugal está condenado a uma Andaluzia Ocidental, Gold, é efectivamente o culto das duas primeiras premissas – facilitismo e preguiça. Apenas o sebastianismo, a única que poderia ser útil das três, desaparece. E porque é que o sebastianismo poderia ser a única útil das três? Se fosse transformado para um sebastianismo colectivo. E não, não, não é nenhum romantismo comunista. Talvez Antº Vieira seja o culpado disto tudo – fez acalentar esperança onde dificilmente havia alguma. Talvez Pessoa, na Mensagem, seja outro grande culpado – ele, por exemplo, fez o diagnóstico e acalentou a esperança. O que me transtorna nesta toda esperança messiânica que paira no ar é o facto de ser projectada para o futuro sem nenhuma acção presente. Não há construção, não há caminho – cai do céu. Ou não cai. E quando não cai queixam-se. E, lá está, os espanhóis para afastar a trovoada dos pomares do lado de lá de Juromenha lançam foguetes. Nós pedimos subsídios depois da trovoada dar cabo das colheitas. E é uma esperança messiânica rotativa, a bel-prazer de quem a cultiva – no caso dos pomares é o Estado, no caso da chuva é Deus, no caso do Benfica são os reforços. É claro que nunca ninguém acreditou que se calhar era bem mais prudente pôr os jogadores do Benfica a jogar bem em vez de esperar por outros que joguem melhor. Assim como era bem mais prudente que cada português, cada pedacinho do sistema, cada micro-cosmos desse o melhor de si em prol do bem do cosmos. Dança dos planetas, acção-reacção, equilíbrio, a parte pelo todo, o todo pela parte. É muito nesta linha que entra a questão do espírito empresarial – intimamente ligada ao chavão do empreendedorismo. Este conceito envolve três níveis: o indivíduo, a empresa e a sociedade – os tais pedacinhos do sistema, a parte pelo todo. Um artigo interessantíssimo da revista Dirigir do mês de Julho (salvo erro), intitulado “Iniciativas Locais de Emprego”, fundamentado com dados estatísticos, decretos-lei, portarias, regulamentos e despachos – que oferecem credibilidade ao artigo – identificava as características que os empresários têm em comum: exactamente três. 1) Disponibilidade para assumir riscos, 2) Gosto pela independência e pela realização pessoal, 3) capacidade criativa. Estas, são exactamente o contrário de respectivamente – 1 )o facilitismo, visto que nunca se escolhe o caminho mais complicado mesmo que seja o mais promissor, 2) o sebastianismo – porque estamos sempre presos a um terceiro e 3) preguiça – porque criar dá trabalho. Ser cidadão português deveria então passar por ser uma espécie de “empresário da República Portuguesa”, que o levasse, aos seus e aos outros a bom porto. O D. Sebastião renascido das cinzas seria nós todos.

E como fazer de nós todos D. Sebastião, fica para quando me perguntarem isso. Ou quando retorquirem usando a palavra utopia %).

Escrito por Silvia em 09:49:02 | Link permanente | Comments (5) |

13 de Setembro, 2005

Presidenciais

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=191965

Quando estiver menos bem-disposta a ver se me decido a escrever o que me passa na cabeça sobre este assunto.

Escrito por Silvia em 11:57:26 | Link permanente | Comments (2) |

10 de Setembro, 2005

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=191624 - O cúmulo do ridículo.
Escrito por Silvia em 20:02:42 | Link permanente | Comments (0) |

03 de Setembro, 2005

Quando não há comentários

http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/Portugal+vai+emprestar+petroleo+aos+EUA.htm
Escrito por Silvia em 11:01:13 | Link permanente | Comments (1) |

27 de Agosto, 2005

Utopia? Ou conformismo?

Ainda a temática dos incêndios. Num noticiário de uma televisão nacional que vi no dia seguinte ao regresso (23), uma reportagem expressava a incredulidade de um jornalista alemão perante a situação dos incêndios. "Um país que consegue erguer dez estádios de futebol para um Euro2004 não consegue acabar com isto". A situação se não fosse catastrófica seria ridícula. Ainda na mesma reportagem, uma entrevista a um português de férias no Algarve, esse mesmo senhor dizia: "É triste, porque encaramos isto como uma coisa que tem que invariavelmente acontecer." Ao testemunho acertado e sensato do senhor, acrescentaria a palavra "inevitavelmente". Ou seja, Portugal encara os incêndios (e tudo o mais, já lá chegaremos) como algo que tem que invariavelmente e inevitavelmente acontecer.

 

Ano após ano, enquanto vemos a mata da Sra. Maria arder e a casa do Sr. Manuel, aprendemos a encarar as chamas laranjas como parte de um fado, de um destino a que um país tem que se reger. Mais, longe de nos conformarmos apenas com aquilo que aparentemente é natureza, adoptámos também esse conformismo ao que é a natureza HUMANA. Os incendiários existem e ponto final. Para o ano, a minha mata vai arder porque vai aí andar um tipo com gasolina.

 

90% das matas são privadas. Hoje em dia, já ninguém apanha caruma em troca de comida, como acontecia aqui há bastantes anos atrás. No início deste flagelo, aliás, no recomeço anual deste flagelo, no mês passado, um autarca (a minha memória não me permitiu fixar a sua localidade) apelava pelo microfone em jeito de desabafo: "Dêem poder às autarquias para poderem proceder à limpeza das matas". Bom ponto de vista. Gostei. Manter essas matas inacessíveis do ponto de vista de actuação é desenterrar o mal pela própria raiz, da protecção do privado surge a calamidade pública. É evidente que isto não é assim tão linear. Nem se faria assim do pé para mão. Há burocracia e o inevitável jogo de interesses por trás. Estas últimas três frases vão exactamente contra tudo aquilo que acredito. Mas tive que as dizer, porque se não tinha aí meia dúzia de comentários a chamar – me utópica.

 

Utopia. Palavra usada em vão, erroneamente, descuidadamente, constantemente e irritantemente. Na boca dos que a usam para justificar a vontade de não trabalhar. Na boca dos que esperam que o pão lhes caia do céu.

 

Usam – na em tudo. Tanto a podem usar para classificar o facto de Portugal passar a produzir menos lixo nos próximos trinta anos como para ilustrar o toldo novo na mercearia da vizinha que visa aumentar as vendas. Usam – na os meninos que aprenderam uma palavra nova sem saber ainda o que significa trabalho e, impacientes, não sabem ainda o que é tempo. Essa é a razão porque Portugal está como está – porque tudo o que dá trabalho e implica tempo é considerado utópico, e como tal, destinado apenas aos livros e às colunas de jornal. Assim, Portugal todo ele, é o país da utopia barata, da utopia forjada e encontrada como justificação para as barrigas grandes e os charutos caros.

 

A Sra. D. Maria da Assunção vive no lote 11 da Urbanização D e apercebeu – se que faltava um jardim na urbanização que nem nome de gente tem. Dirige – se aos responsáveis. "Minha senhora isso é tudo muito bonito. Mas não vou fazer um jardim para as crianças brincarem quando as crianças passam o dia em casa a jogar playstation. E também não vou fazer um jardim para uns velhos que não tarda morrem. E também não vou fazer um jardim para os casais passearem porque há muitos divórcios e os que estão juntos têm muito que fazer. É uma utopia pensar que o jardim algum dia iria ter utilidade. Utopia."

 

É claro que é uma utopia, pensa a Sra. D. Maria da Assunção. Os senhores tinham toda a razão.

 

Com este pensamento, a Sra. D. MdA, tida como activista nos organismos responsáveis pela construção dos jardins, foi para casa e deixou de ser activista. De que lhe serviria encetar uma luta inglória em prol de uma causa abandonada? E é este mesmo pensamento que leva os activistas a deixarem de o ser, que leva os que estranham a habituarem – se, que levam os que pensam a conformarem – se. E neste país, fruto de gerações de pão na mesa e nada de lutas para se ter arroz à valenciana, as Sras. Donas Marias da Assunção recebem sempre a mesma resposta. E se tiverem o azar de serem moças novitas, ainda levam com a idade na cara.

 

Visitemos o bairro da Sra. D. MdA. Não chove. A mãe do Pedrinho do 4º andar está de baixa (não foi por acaso que escolhi esta situação para a pobre senhora. É mais que normal, foi acertar numa parte alta da curva em campânula.) e então optou por ficar com o filho em casa. O Pedrinho já jogou todos os jogos de playstation que tem em casa. E, que azar, logo por causa dos incêndios, faltou a luz. Já nem o computador liga nem a televisão dá. O Pedrinho aborrecido vai à janela do quarto andar e olha cá para baixo. Que é que ele faz? Não há nada para fazer. Que seca.

 

Não há nada que o cative, lá de fora não há nada que o chame, que lhe desperte a imaginação e a vontade de sair.

 

Não podemos sentir a necessidade dos chocolates Ferrero se nunca nos puserem a embalagem à frente e nos espetarem com publicidades sedutoras. Dá trabalho fazer uma publicidade de jeito. E a publicidade vai da divulgação ao produto, uma caixa atraente é outro passo a dar. Leva tempo até comprarem os chocolates. Leva ainda mais tempo a gostarem do chocolate. Leva tempo a tornarem – se consumidores assíduos. Mas acontece.

 

Assim é com tudo. Desde a sensibilização ambiental ou a sensibilização para o "aperta o cinto" até ao toldo da mercearia da vizinha. Mas não tem um fim porque não tem um percurso coerente. Não têm o trabalho e não são pacientes.

 

Enquanto não incutirmos esse espírito, Portugal vai continuar a ser o país da utopia barata.

 

Enquanto continuarmos a não acreditar no tempo este vai passar por nós sem se fazer nada.

 

Enquanto não se acreditar no trabalho, este não vai ser feito.

 

Utopia e conformismo não, trabalho e tempo por favor.

Escrito por Silvia em 19:52:39 | Link permanente | Comments (7) |

06 de Agosto, 2005

Incêndios

O país está a arder e claro que a Beira Interior não é excepção. Passou a carrinha da TVI à frente de minha casa e era claro que só podia ser para noticiar o fogo no concelho de Penalva do Castelo (afinal quando é que a TV vem ao interior? no Verão, claro está).

Afinal o que é que falta? A televisão fala em prevenção, os populares em justiça. Por onde devemos nós pegar para parar este flagelo?

Escrito por Silvia em 16:41:19 | Link permanente | Comments (5) |

02 de Agosto, 2005

Não estive presente na apresentação da lista candidata pelo PSD, tive que me sujeitar aos testemunhos de uma, duas, três ou quatro pessoas presentes, e após os comparar e ver que coincidiam, e após ainda ter ouvido excertos do discurso do Dr. Soares Marques na Rádio Voz de Mangualde já posso falar sobre dois ou três pontos. Só pude aparecer lá no fim (já estava tudo a comer) porque estive na Freixiosa na apresentação da candidatura da junta pelo PS, onde conseguimos juntar um número de apoiantes considerável para o dia que era (a apresentação da l.c.p.PSD) e dadas as circunstâncias (autocarro, humpf).

 

No contexto do discurso, o Dr. Soares Marques apelidou os opositores de "socratezinhos de província". Quando ouvi os relatos que me faziam, fiquei com uma dor incrível no estômago. O Dr. Soares Marques a dizer isso? O Dr. Soares Marques a entrar por uma via tão politiqueira quanto essa -  oposição pela banalidade? Tenho o maior respeito e admiração pelo intelecto e pelo dom da palavra que o Dr. Soares Marques possui e o facto de ter entrado por aí, desiludiu – me. Depois foi aquela badalada pergunta supostamente retórica: "Se a Câmara está tão endividada, porque querem eles vir para cá?" que fez toda a plateia rir, relataram – me. Pronto. Outra vez a via politiqueira :s. Estava – me a custar acreditar. A pergunta tem a óbvia resposta "para pôr isso como deve ser". Foi uma saída tão pouco original, tão sem elegância!

 

E agora nestes dois meses é que vai tudo ser começado. Todas as obras. Conveniente.

 

No blog Pensar Mangualde (link do lado esquerdo!), encontra – se um post sobre o mutualismo entre a autarquia e a escola. Ainda não segui o conselho do Azurara – ainda não segui o link que sugere. No entanto, o senso comum e o facto da minha irmã frequentar o ensino básico e eu apenas agora ter terminado o ensino secundário, permitem – me responder a isso. O que eu sei é que a minha irmã e os colegas têm todos os materiais informáticos na sua sala de aula. Tiveram inglês e música. Foram à natação uma vez por semana. Teve uma ou duas visitas de estudo cujo transporte foi (é sempre) dado pela Câmara. Ia duas ou três vezes por ano ao Pavilhão Municipal e chegava com lápis dados numa caixinha de madeira "Mangualde abraça os jovens". Não sei muito bem o que é que lá se fazia, mas ela gostava, acho que eram jogos e convívio entre os alunos dos agrupamentos. Se a minha irmã felizmente tinha possibilidade de ir à Internet em casa, muitos colegas tiveram o seu primeiro contacto com o mundo virtual na escola. Se a minha irmã tinha possibilidade de ir à piscina, muitos colegas aprenderam a nadar com essas aulas que tinham pela escola. E se a minha irmã tinha possibilidade de almoçar a casa, muitos alunos não tinham – era – lhes oferecido o almoço. De notar que a escola da minha irmã ficava primeiramente em Oliveira, e depois, quando esta fechou, em Santo André. São escolas de aldeia. Houve melhorias notáveis. A juntar a isto, a ida dos miúdos ao dentista.

No 2º e 3º ciclo, não sei, estou fora disso. No secundário, por seu turno, apesar de haver poucas áreas onde a autarquia pudesse actuar (dado que as necessidades dos alunos são satisfeitas pela escola, os seus problemas detectados pela escola), noto que nunca faltou apoio à Associação de Estudantes ou em actividades meritórias que os alunos realizaram. Este apoio, sei por experiência própria, não foi meramente financeiro.

 

Podemos dizer que na educação, houve um bom trabalho feito. Agora perguntam: "Isso compensa o mau trabalho noutras áreas?" Esta pergunta não é retórica, tem um NÃO como resposta. No entanto, achei que era de bom grado frisar as melhorias existentes na área da educação do nosso concelho.

Escrito por Silvia em 18:14:56 | Link permanente | Comments (11) |

01 de Agosto, 2005

Política tal e qual como a concebem

Política tal e qual como a concebem, marota e cheia de truques na manga, é a estratégia que a lista candidata à Câmara de Mangualde pelo PSD, "retirada" do actual executivo camarário, usa.

 

Ontem foi a apresentação da lista encabeçada pelo Dr. Soares Marques, actual Presidente da Câmara. Cerca de 700 pessoas, diziam as contagens que se ia ouvindo aqui e acolá. 700 pessoas com jantar à borla, gratuito, no money, pas d'argent, sendo o jantar uma boa feijoada, diziam. Pois é. Na apresentação da candidatura do Dr. João Azevedo pelo Partido Socialista, dia 21 de Maio, participaram no jantar mais de 1200 pessoas. Jantar esse, que não era à borla, não era pas d'argent. Era jantar pago, 7,5€ se a memória não me falha.

 

Nesse dia 21 de Maio, algo mobilizou as pessoas para se dirigirem ao jantar, a pagarem 7,5€ (que sempre custam um bocadito a dar quando pensamos que são 1500 escudos). Eu digo – vos o que foi – foi a esperança. Foi a esperança de encontrar ali uma alternativa, algo viável, encontrar ali alguém que vissem ser capaz de dirigir os destinos de Mangualde. Tal mobilização em massa, só mostra a vontade de MUDANÇA que existe em Mangualde e que vão abafando por detrás de convicções políticas de outra cor (convém). Duvido que abafem por mais tempo.

 

E o que moveu 700 pessoas a dirigirem – se ontem ao espaço junto às piscinas municipais de Mangualde? Pois, está mal elaborada a pergunta, o que moveu muitos para lá foi o autocarro alugado pela lista, que andou a dar a volta pelas aldeias como que a implorar às pessoas para virem.

 

A lista candidata pelo PS não fez nada disso.

 

A lista candidata pelo PS não precisou de fazer nada disso.

 

As pessoas foram jantar no dia 21 de Maio porque quiseram, de livre e espontânea vontade, gastando combustível do seu próprio automóvel, pagando o jantar do seu próprio bolso. Ninguém as levou lá, ninguém andou a recolher pessoal com um autocarro pelas aldeias. Apareceram porque viram no jornal, ou viram o vizinho e QUISERAM, de alma e coração, ir. Quiseram saber quem eram aqueles que se anunciavam como lista candidata à Câmara de Mangualde. Pensemos, se as pessoas estivessem satisfeitas com o trabalho desenvolvido nos últimos oito anos pelo actual executivo ter – se – iam dirigido lá, pago 7,5€ e sujeitarem – se ao caos do estacionamento (eram tantos automóveis que estava tudo cheio)? O português é comodista por natureza. Quando não o é, é porque valores mais altos se alevantam. E aqui, o bem de Mangualde e o seu futuro foram esses valores mais altos.

 

Creio que a lista candidata pelo PSD se apercebeu que as pessoas não são burras e julgam o seu trabalho enquanto actual executivo camarário. Digo isto, porque todas as obras e trabalhos que não foram feitos em oito anos vão ser feitos agora em dois meses. Muito conveniente, atirar areia para os olhos para pessoas que esperam ansiosamente pela estrada X composta. Quantos amortecedores de carros terão sofrido sérios danos ao passar por lá nestes oito anos, não interessa. Interessa é que a estrada esteja arranjada antes do dia 9 de Outubro. Aproveitem cidadãos de Mangualde para reivindicar tudo aquilo a que têm direito! Dirijam – se à Câmara e peçam, tenho um pressentimento que nada será recusado. Os argumentos de outrora deixarão de existir, não haverão entraves para aceder aos pedidos dos Mangualdenses. Porque será?!

 

Eu própria vou aproveitar agora, para me mobilizar com os meus conterrâneos. Iremos até à Câmara, com os estudozitos todos feitos e solicitaremos aqui para a parte de baixo de Santo André, à beira de uma estrada, aquilo que já há muito tempo pedimos. Pedimos os semáforos, dado que os atropelamentos e os acidentes nesta curva fechada eram constantes. Puseram – nos os semáforos e a passadeira, muito bem, depois de anos a pedir, cartas mandadas etc. Onde puseram a passadeira? No início da curva, o que sem qualquer dúvida confere aos que aí atravessam boa visibilidade!!! E os semáforos? Mal colocados, muito antes da curva, quando os veículos chegam à curva já regressaram às velocidades astronómicas que traziam antes de encontrar esses semáforos. E quando calcetaram aqui à minha porta, calcetaram apenas aí, à minha porta – terreno sem declive. No entanto, a subida para os meus vizinhos continua em terra batida, e o muro que seguraria aquelas casas continua por fazer. Com as chuvas do Inverno, tememos que o morro de terra vá abaixo. Parece que é desta que encontramos solução. Servem – se de nós como máquina eleitoral, servimo – nos deles como prestadores de serviços. Sim, façam agora. Mas não somos burros.

 

Ainda há quem diga, perante a reivindicação dos semáforos que "a cavalo dado não se olha o dente". Isto não é uma prenda de anos, não é um favor. É uma obrigação deles, direito nosso. O trabalho quer – se bem feito, a competência não é uma mais – valia que se pode adquirir, é sim uma característica que todos devemos ter quando trabalhamos para o povo.

 

E eles, têm essa competência?

Escrito por Silvia em 12:01:19 | Link permanente | Comments (10) |

23 de Julho, 2005

Falta de Água

A Resolução do Conselho de Ministros N.º 83/2005 de 19 de Abril, justificou a criação de uma "Comissão para a Seca" supervisionada pelo Secretário de Estado do Ambiente, como: "necessidade de criar mecanismos específicos de acompanhamento da evolução da situação e de definição e coordenação das medidas de emergência, atendendo a que a seca assume, em 2005, características de um desastre natural".

Ora isto foi Abril.

Só em Julho é que os anúncios na TV relativos à falta de água é que começaram a dar nas vistas. Ou terei sido eu, que na pouca TV que vejo, deixei escapar a atenção para outros factos que não estes?

Isto foi aprovado em 24 de Abril, depois da saída no Diário da República.

Será que demora assim tanto tempo a aplicar aquilo que se previa imediato?

"Nível 1: corresponde a uma atitude proactiva de prevenção quando surgem sinais prenunciadores da seca."

Prevenção implica sensibilização.

Mas enquanto não passarem episódios dos Morangos com Açúcar que visem o facto a minha irmã vai continuar a ter 20 mn de duche.

Escrito por Silvia em 22:29:48 | Link permanente | Comments (1) |